Prémios IgNobel 2008
Foram distribuídos na última quinta-feira, dia 2 de Outubro, os prémios IgNobel, que visam distinguir a investigação mais improvável e que “primeiro faz as pessoas rir, e depois as faz pensar”. Estes prémios, são mais do que uma simples paródia aos prémios Nobel: pretendem simultaneamente divulgar o incomum, honrar a imaginação e de certa forma estimular o interesse e o gosto do público em geral pela ciência.
Os prémios IgNobel, foram atribuídos pela primeira vez em 1991 em diversas categorias e originalmente no MIT, sendo que ultimamente as cerimónias são efectuadas na Universidade de Harvard.
Eis a lista dos vencedores deste ano (2008):
IgNobel de Nutrição
Massimiliano Zampini da Universidade de Trento, Itália e Charles Spence da Universidade de Oxford , Reino Unido, por modificarem electronicamente o som de uma batata frita para fazer com que a pessoa que a mastigue acredite que ela é mais estaladiça do que na realidade é.
IgNobel da Paz
O Comité Federal Suiço de Ética em Biotecnologia Não Humana e os cidadãos da Suiça por adoptarem o princípio legal de que as plantas têm dignidade
REFERÊNCIA: “The Dignity of Living Beings With Regard to Plants. Moral Consideration of Plants for Their Own Sake” http://www.ekah.admin.ch/en/topics/dignity-of-creation/index.html
IgNobel de Arqueologia
Astolfo G. Mello Araujo e José Carlos Marcelino da Universidade de São Paulo, Brasil, por medirem como o curso da história, ou pelo menos os conteúdos de um sítio de escavação arqueológica, podem ser afectados pelas acções dos Tatús (sim os animais!!!)
IgNobel da Biologia
Marie-Christine Cadiergues, Christel Joubert, e Michel Franc da Ècole Nationale Veterinaire de Toulouse, França por descobrirem que as pulgas que vivem num cão conseguem saltar mais alto que aquelas que vivem num gato.
IgNobel da Medicina
Dan Ariely da Universidade de Duke, EUA, por demonstrar que a Medicina falsa cara é mais eficaz que a Medicina falsa barata
IgNobel da Ciência Cognitiva
Toshiyuki Nakagaki da Universidade Hokkaido, Japão, Hiroyasu Yamada de Nagoya, Japão, Ryo Kobayashi da Universidade de Hiroshima, Atsushi Tero de Presto JST, Akio Ishiguro da Universidade de Tohoku, e Ágotá Tóth da Universidade de Szeged, Hungria, por descobrirem que fungos semelhantes a amebas conseguem resolver puzzles.
IgNobel da Economia
Geoffrey Miller, Joshua Tybur e Brent Jordan da University of New Mexico, EUA, por descobrirem que o ciclo ovultatório de uma stripper pode afectar os seus ganhos de gorjetas.
IgNobel da Física
Dorian Raymer da Ocean Observatories Initiative no Scripps Institution of Oceanography, EUA, e Douglas Smith da Universidade da Califórnia, San Diego, EUA, por provarem matematicamente que tufos de fios ou cabelo, ou quase tudo que se posso imaginar ir-se-á inevitavelmente emaranhar e formar nós.
IgNobel da Química
Para Sharee A. Umpierre da Universidade de Porto Rico, Joseph A. Hill dos Centros de Fertilidade da Nova Inglaterra (EUA), Deborah J. Anderson da Escola de Medicina da Universidade de Boston e Escola Médica de Harvard (EUA), por descobrirem que a Coca-Cola é um espermicida eficaz, e para Chuang-Ye Hong da Universidade Médica de Taipei (Taiwan), C.C. Shieh, P. Wu, e B.N. Chiang (todos de Taiwan) por descobrirem que não é.
IgNobel da Literatura
David Sims da Escola Cass Business, Londres, Reino Unido, pelo seu ensaio “Seu Cabrão: Uma Exploração Narrativa da Experiência da Indignação dentro de Organizações.”
A lista de Vencedores de anos anteriores pode ser vista aqui.
Fontes: Público, Improbable Research
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